Nesta aula

O que você vai aprender

  • Por que a Black Friday já é um lançamento que o mercado faz por você, com o consumidor pronto para comprar
  • Como criar uma oferta nova para quem já é cliente e levar alunos e ex-alunos para um aulão exclusivo
  • Como fazer um segundo movimento para quem conhece a sua oferta e ainda não comprou
  • Por que o tráfego da Black só faz sentido para quem já te conhece, e como testar com pouco antes de aumentar
  • Como fazer várias Blacks até o fim de novembro, repetindo o mesmo evento para ganhar dados e previsibilidade
A aula em texto18 partes

Todo ano, em novembro, o mercado inteiro faz a mesma coisa ao mesmo tempo: uma grande campanha de vendas. O consumidor sabe disso e se prepara para ela. Esta aula é do Luiz Filho, que trabalha nos bastidores de lançamentos grandes e começou no digital fazendo tráfego pago. No Greenn Scale Black Edition, ele defendeu uma ideia que dá nome à aula: a Black Friday é um lançamento que você não precisa lançar, porque o mercado já lança por você.

Você vai aprender três coisas. Primeiro, para quem vender: a base de clientes, que é quem mais confia em você, e quem já conhece a sua oferta e ainda não comprou. Segundo, como vender: com uma oferta nova de verdade, um aulão, tráfego só para quem já te conhece e IA para conversar com cada lead. Terceiro, a sacada que ele chama de a mais valiosa da aula: em vez de uma Black só, várias Blacks até o fim de novembro, repetindo o mesmo evento para ganhar dados.

A aula termina com perguntas da plateia, e as respostas trazem ideias que valem para o ano todo: o que deixou de funcionar no lançamento, por que o comercial é o começo da venda e por que repetir é o que dá previsibilidade.

A Black já é um lançamento que o mercado faz

O Luiz começa por uma observação que ele fez olhando os clientes dele. Quem colocava só uma faixinha de Black no site não via muita mudança: vendia um pouco a mais. Já quem fazia uma Black bem feita, segundo ele, vendia o equivalente a um mês ou dois meses em dois a três dias.

Foi aí que ele percebeu o tamanho do movimento. Nas palavras dele: como ficar de fora de um negócio desse?

Já é um lançamento que o mercado vai fazer, já é um movimento onde o consumidor tá preparado e esperando para comprar.

Luiz Filho

Ele dá o exemplo dele mesmo como consumidor. Quantas vezes você pensa em comprar alguma coisa e decide esperar, porque está chegando novembro e pode aparecer algo bom? No infoproduto, diz o Luiz, às vezes a gente acha que não faz tanto sentido, que não é a mesma coisa. Mas o consumidor já está pronto para comprar.

O melhor público está debaixo do seu nariz

O ponto principal, segundo o Luiz, é algo que costuma estar debaixo do nosso nariz. Quando se pensa em público quente e público frio, o quente é o que está mais preparado. E, olhando todo o universo em torno de um especialista, quem mais confia nele são as pessoas que já compraram.

Por isso, para ele, o melhor público da Black é a base de clientes. É o que você já tem e pode monetizar.

Uma oferta nova para quem já comprou

A melhor forma de monetizar essa base é criar uma oferta nova. O Luiz sabe que muita gente tem dificuldade de pensar numa oferta nova para a Black (e lembra que o Jonas, no mesmo evento, deu um monte de ideias). A lógica é simples: se você cria uma oferta nova para os clientes que já tem, vende sem gastar com tráfego, com investimento praticamente zero, e com as pessoas que mais confiam em você.

Ele conta que, em todas as Blacks dos últimos anos, o time dele teve um faturamento muito bom com a base de alunos que já existia.

O que essa oferta deve ter? O que o seu aluno quer. Muitas vezes dá para perguntar direto, fazer uma pesquisa ou criar um movimento novo para chegar mais perto dele. Uma ideia que ele dá: uma oportunidade de estar mais perto do especialista, agora na era da IA.

A IA como produto, sem virar mercadoria barata

O Luiz admite que teve dificuldade de preparar a aula sem falar de IA, porque está imerso nisso praticamente 24 horas por dia. Ele perguntou à plateia quem já usava ferramentas de programação com IA, e cerca de metade levantou a mão.

Um exemplo de como ele usa: muitas vezes ele não assiste mais a um treinamento gravado. Coloca a IA para assistir e transformar o conteúdo numa skill, que é um pacote com aquele conhecimento para a IA usar.

A preocupação dele é com o valor percebido. Uma skill, para ele, é parecida com um e-book: todo o conhecimento empacotado num arquivo. Entregue assim, vira uma transferência de valor que parece mercadoria barata. A recomendação é criar o front end para o cliente: um site ou uma área de membros à parte onde o cliente usa aquela inteligência do especialista. Para quem ainda não programa, ele cita ferramentas que montam a área a partir de um pedido em texto.

A conclusão do bloco é a mesma: o primeiro fruto a colher é quem já é seu cliente, e vale investir tempo e energia para criar uma oferta para essa pessoa.

O aulão para alunos e ex-alunos

Como levar essa oferta até a base? O Luiz sugere fazer um lançamento dentro do seu próprio movimento: marcar um aulão.

  • Um tema novo. Algo que a sua base vai curtir muito. Ele cita exemplos como desenvolvimento pessoal ou desbloqueio, mas o tema é o que a sua galera quer.
  • Todos os alunos, não só os atuais. Ele convidaria todos os alunos que já teve, como um aulão bônus.
  • Toda forma de chamar a atenção. Muito disparo de WhatsApp, ligação, SMS.
  • Grupo novo na antecipação. Se os alunos não estão em nenhum grupo, leve-os para um.
  • A oferta sai no aulão. É lá que você apresenta a oferta da Black.

E ele faz questão de dizer que não é só teoria: todo ano, na Black, o time dele inventa um aulão e chama os alunos.

O preço depende do valor percebido

A oferta pode ter um valor maior do que o que você já vendeu para eles, igual ou até menor. Para o Luiz, o que decide é o valor percebido.

O cuidado com a oferta: nada de mais do mesmo

Aqui o Luiz faz um alerta. O que ele não faria é só abrir o carrinho e vender do mesmo jeito de sempre. No Brasil, lembra ele, existe a brincadeira da "Black Fraude": o famoso metade do dobro. O brasileiro já tira essa onda.

Ele também não faria uma oferta que a audiência não percebe como muito boa. Mais do mesmo não faz sentido, e menos ainda para a sua base de alunos, que já sabe o que tem valor e o que você entrega.

O segundo público: quem conhece a oferta e não comprou

Depois dos clientes, vem o segundo público que o Luiz diz que você precisa aproveitar: quem já conhece a sua oferta e ainda não comprou.

A Black até pode ser uma data boa para conquistar clientes novos, mas, para ele, é a hora de colher o que você plantou no ano. Foram vários lançamentos, vários produtos, o ano inteiro investindo em tráfego e fazendo movimento. Agora é pegar essa galera que está em volta e colher. Não é hora de procurar público frio, gente que não te conhece.

Dois movimentos separados

O Luiz dividiria a Black em dois movimentos:

  1. Para a base de clientes: só interno, um aulão exclusivo, fechado para quem já é cliente.
  2. Para quem ainda não é cliente: mais aberto. Aqui dá para convidar no Instagram, convidar geral, com a mesma lógica de aulão com um tema que essas pessoas querem muito.

Atraia pela oferta, não só pelo conteúdo

No segundo movimento existe um cuidado: não adianta atrair só pelo conteúdo. A pessoa precisa saber que vai se tratar de uma oferta de Black. O Luiz gosta de atrair esse público quente já pela oportunidade, porque ele chega consciente, interessado em dar um passo a mais. Aí você mostra as vantagens, mostra o que está entregando, gera valor e faz a oferta.

Como montar a oferta da Black

A audiência, lembra ele, já tem uma noção do que você entrega. A partir daí, a pergunta é o que torna essa oferta especial.

Vitalício? Ele não é muito fã

O mercado gosta muito de oferta vitalícia. O Luiz diz que, particularmente, é um pouco contra o vitalício, embora reconheça que já trabalhou com esse formato e que isso vai de negócio para negócio. O que ele recomenda é uma oferta em que a pessoa veja que tem um super valor ali.

Empilhamento de bônus e mentoria extra

Para começar e trazer mais gente, empilhamento de bônus funciona muito bem: bônus para os primeiros compradores, mentoria extra.

O evento presencial com taxa

Uma ideia que ele considera excelente, e que na verdade é um jeito de vender mais: prometer um evento presencial para quem comprar, com o pagamento de uma taxa de uns R$ 200 a R$ 300. Essa taxa cobre o custo que você vai ter com o evento. E o presencial, para ele, é um ótimo lugar para fazer uma nova oferta e levar o público para outro patamar.

O que faz a pessoa comprar

O Luiz fecha o bloco com uma observação sobre funil: a única coisa que as pessoas precisam para comprar é parar para te assistir e receber a sua oferta. Ele lembra do que acontece num evento presencial, quando o especialista faz um pitch trabalhado de uma hora, uma hora e meia: a pressão que se cria na cabeça de quem está na plateia, a sensação de que precisa se justificar por não comprar.

Por isso o trabalho é criar um movimento que leve a pessoa para um ambiente onde você possa fazer a oferta.

A grande sacada: várias Blacks até o fim de novembro

Esta é a parte que o Luiz chama de a mais valiosa da aula. Para chegar nela, ele conta como trabalha hoje: há muitos anos, faz lançamento gravado.

Por que gravado

Ele nem gosta mais de lançamento ao vivo. Para ele, o ao vivo tem um fator de imprevisibilidade muito alto, com muitas variáveis. No gravado, ele sabe como vai ser a gravação, sabe que a internet não vai cair, sabe que o especialista estava num dia bom. Tem controle de todas as variáveis.

E muitos desses lançamentos rodam uma vez por semana. Ele conta que, há um ano, isso ainda parecia assustador para o mercado. O que ele observou: quem assiste é quem ainda não assistiu. E mesmo quem já viu um replay tem uma sensação nova, porque não lembra de todos os detalhes. Às vezes a audiência assiste dois ou três lançamentos parecidos e ainda faz sentido para ela.

Num lançamento gratuito, quem assiste é quem se cadastrou e tem o link. Quem não se cadastrou, normalmente, nem fica sabendo. Se você roda toda semana, quem se cadastra vê o evento acontecer, e para quem não se cadastra é como se ele não existisse.

Você pode fazer várias Black Fridays daqui até o final de novembro. Você não precisa fazer a Black, você pode fazer várias Blacks.

Luiz Filho

Começar pequeno para comprar dado

O Luiz se diz apaixonado por dados. Mesmo trabalhando com lançamentos grandes, ele gosta de começar um lançamento com R$ 5 mil de investimento, e conta que as pessoas se assustam com isso. O motivo: ele quer comprar dado. Quer entender o que aqueles R$ 5 mil em tráfego trazem de retorno e o que dá para repetir, porque ele repete o lançamento toda semana ou a cada 15 dias.

A Black, conta ele, sempre o desesperou, porque antigamente era um tiro só. Há uns dois anos, ele passou a aplicar a mesma lógica: faz um movimento de Black, entende o resultado e prepara a repetição para dali a uma semana ou 15 dias.

E quem já aproveitou a oferta? Já aproveitou. Quem não aproveitou ganha uma nova oportunidade dali a 15 dias. A pessoa só não precisa saber agora que vai ter outra.

O que cada rodada ensina

Com várias Blacks, cada rodada vira um teste:

  • Tráfego: você entende o retorno do tráfego para a sua Black.
  • Disparo: você entende o que aquela lista gerou.
  • Oferta: você vê o resultado que ela deu.

Com isso na mão, você decide se repete tudo igual dali a uma semana ou 15 dias, ou se começa a mudar algumas variáveis.

Tráfego na Black: só para quem já te conhece

O Luiz começou no digital há sete anos e meio fazendo tráfego, e até hoje gosta de acompanhar de perto (embora, conta ele, hoje quem faz o tráfego para ele seja a IA). Tráfego para a Black faz sentido? Faz. Mas existe um erro que ele vê muito.

O erro: usar o criativo de sempre

O erro é fazer o criativo da Black igual ao do lançamento ou do perpétuo. Um lançamento tradicional é feito para converter quem não te conhece. Uma aula de Black tem uma estrutura mais de oferta do que de elevação do nível de consciência.

Ele compara: hoje em dia há lançamento pago com dois dias e 14 horas de conteúdo para a pessoa comprar uma oferta no final. Não dá para esperar que alguém que não te conhece compre numa aula de Black de uma hora e meia.

O tráfego da Black já é uma oferta para quem te conhece.

Luiz Filho

Como é um anúncio de Black

Todo anúncio precisa estar diretamente ligado a uma oferta de Black Friday. O exemplo que ele dá começa assim: "o preço de uma pizza é o que você vai pagar por mês agora para entrar no nosso treinamento". E segue chamando quem já acompanha: vou fazer uma oferta nessa Black que você não pode perder; você que quer estar mais perto, que ainda não entrou, entra aqui no grupo.

O motivo é que ele não quer atrair quem não o conhece, nem quem não está interessado em comprar, porque na aula de Black não vai ter tempo para convencer ninguém de que ele é bom. Para quem já conhece, às vezes a oferta sozinha basta.

O anúncio de sempre, do tipo "você que tem tal problema, entra aqui que eu vou te ajudar", na Black não funciona, segundo ele.

Pergunta da plateia: o que não funciona mais no lançamento

Alguém da plateia perguntou ao Luiz, que acompanha os bastidores de lançamentos grandes, o que parou de funcionar e o que continua funcionando.

Converter com pouco valor acabou

Para o Luiz, o que não funciona mais é querer converter gerando pouco valor. Antigamente, um lançamento com roteiro pouco elaborado e pouco tempo de tela funcionava: soltava a oferta e o pessoal comprava. Hoje, segundo ele, o nível de consciência e o cuidado na decisão de compra estão muito maiores. Sem um roteiro bem pensado para ativar a dor, ativar o desejo e gerar desejo pelo produto, não funciona como antes. Roteiro e tempo de tela viraram fundamentais.

A oferta antes da hora

Um erro que ele vê sempre: o especialista com pressa de fazer a oferta. Ele olha a audiência cheia e decide fazer o pitch hoje, porque amanhã vai ter menos gente. O Luiz compara com conhecer alguém agora e já convidar para um fim de semana a dois num hotelzinho: a pessoa te acha louco. Para ele, fazer a oferta antes da hora é um erro muito grave.

Prova real e prova social

Uma pessoa da plateia completou: o que tem dado mais retorno, na experiência dela, é passar em cada dia de aula do lançamento um ensinamento aplicável, uma prova real do que você entrega, em vez de só gatilho mental.

O Luiz concordou e chamou isso de microrresultado. Ele conta que estudou bastante o mercado americano nos últimos três anos, que considera mais maduro, e vê aí uma tendência para o Brasil. A melhor forma de vender, para ele, é entregar tanto a ponto de a pessoa entender que, sem você, ela está perdida. O conhecimento de um especialista é gigante: num evento de três dias não dá para passar tudo, e a pessoa entende como ter o resultado, mas percebe que precisa de ajuda para fazer sozinha.

Ele acrescenta a prova social: o nível de desconfiança hoje é muito alto, e o consumidor quer provas reais, palpáveis, de que funciona.

O lead da Black é mais caro, então teste pequeno

Voltando ao tráfego, o Luiz traz um aviso: na Black, o lead vai ser muito mais caro do que o seu lead normal. No exemplo dele, se o seu lead custa R$ 2, o da Black vai custar R$ 10. Quem já faz lançamento pago talvez se assuste menos, mas para quem faz captação gratuita a diferença é grande.

Por isso a conta que importa é a taxa de conversão. Com um anúncio que atrai pelo desejo de compra, ele diz que dá para considerar uns 5% de conversão no grupo, o que chama de conversão alta para uma captação gratuita.

5%

Conversão que o Luiz considera para um grupo de Black formado por anúncios que atraem pelo desejo de compra de quem já conhece o especialista.

A recomendação dele é testar: um tráfego pequenininho, de R$ 2 mil, R$ 3 mil ou R$ 5 mil, para uma data. Testa a oferta e vê o resultado. No exemplo dele: você investiu R$ 5 mil e faturou R$ 40 mil? Aí repete na semana seguinte, já aumentando o investimento.

Com um cuidado: quem faz Black repetida para audiência quente precisa lembrar que essa audiência tem limite. Escalar demais vira outro problema.

O tráfego não é o mais relevante

Para o Luiz, o grande lance da Black é vender muito para a base que você já tem: disparo pela API do WhatsApp, ligação, SMS. O tráfego, diz ele, não é o mais relevante.

Ele dá um exemplo de uma Black que acompanhou no ano passado: R$ 10 mil investidos em tráfego para um faturamento de R$ 300 mil. As pessoas se assustam com o número, mas o que veio do tráfego, segundo ele, faturou entre R$ 30 mil e R$ 50 mil. O grosso veio de trazer quem já estava em volta, via API de WhatsApp e ligação.

IA para conversar com cada lead

O último ponto que o Luiz queria trazer vem de algo que, nas palavras dele, o tem deixado assustado: o que já dá para fazer com IA. Para ele, o mercado está mudando e vai ter uma mudança radical.

Do mesmo jeito que o lançamento antigo deixou de funcionar, ele acha que fazer lucro só com o produto de entrada vai funcionar cada vez menos. Nos Estados Unidos, conta ele, muitas vezes o normal é fazer uma campanha no prejuízo, levar o público para um evento presencial e só depois ter lucro no high ticket. Soltar uma VSL ou um quiz e já lucrar é algo que, segundo ele, ainda funciona aqui no Brasil. É o que ele chama de esteira perfeita: o produto de entrada atrai, e a conversão se maximiza nas etapas seguintes.

O que ele recomenda, e vai fazer nesta Black: criar formas de se comunicar individualmente com cada lead usando IA.

  • Além do disparo. Em vez de só disparar pela API, puxe o aluno para uma conversa, fale algo personalizado, entregue algo personalizado, e conduza essa pessoa até a aula com ajuda da IA.
  • No direct. Identifique quem são os mais engajados e conduza essas pessoas pelo direct até a aula.

O motivo: quem é realmente quente converte muito na Black. Por isso, para ele, vale investir nesse nível de personalização. É a maior coisa que dá para fazer nesta Black: trazer essas pessoas para perto e fazer com que vejam a oferta.

Vender é contar história, e a Black é um extra

O Luiz diz que vender treinamento online é contar história, e explica a relação entre o tamanho da história e o preço do produto com faixas que ele observa:

FormatoForça da históriaFaixa de preço citada pelo Luiz
QuizFracaR$ 47 a R$ 97
VSLUm pouco mais forte que o quizR$ 97 a R$ 297
WebinárioMédiaR$ 747, em média
LançamentoMais forteR$ 1 mil a R$ 3 mil

Na Black, não adianta ficar contando história. Por isso a recomendação dele é manter os lançamentos e o fluxo normal e criar a Black como um extra.

Lançamento e Black ao mesmo tempo

O Luiz conta que nunca parou de vender nenhum dia por causa da Black. Muitas vezes ele abre o carrinho de um lançamento na segunda-feira e a Black na quinta, tudo misturado. Como isso funciona? Quem viu o lançamento recebe a história completa para ser convencido, porque é o público mais frio. Quem viu a oferta de Black recebe a oferta de Black. As ofertas podem até ser diferentes.

Para cada pessoa é uma oferta, para cada pessoa é uma necessidade.

Luiz Filho

E ele vê um efeito positivo: muitas vezes o aluno vê a oferta de Black e diz para os outros que podem comprar, que é bom, mesmo tendo pago mais caro ou recebido menos coisa quando comprou.

Pergunta da plateia: o que ele aprendeu sobre fazer oferta

Perguntaram ao Luiz o que ele aprendeu sobre oferta com o especialista com quem trabalha, o Pablo. Ele destacou três coisas.

Imprevisibilidade e desapego

A primeira é um ar de imprevisibilidade, que ele considera uma das grandes habilidades do Pablo na oferta. A segunda é o jeito desapegado de ofertar. Muitas vezes a gente quer fazer uma oferta muito bem estruturada e cheia de detalhes, mas quem quer comprar, no fim das contas, quer estar perto do especialista. Quer o pacote daquele especialista, não exatamente o treinamento. A mensagem é: o detalhe importa menos; o que importa é que a gente vai estar junto, com o efeito da comunidade.

A palestra de R$ 47 e o presencial

A terceira é a que ele acha mais valiosa para quem é do digital, porque a gente gosta muito de vender online: a palestra de R$ 47 em que a pessoa leva mais dois. Segundo ele, é uma das coisas que mais dão resultado para o time dele.

A lógica é a mesma de sempre: vender é contar história, e na palestra a pessoa vem ouvir. A sequência que ele descreve:

  1. Palestra de R$ 47, leva dois. Ele conta que fez quase todo mês, neste ano, um evento chamado Meu Primeiro Lançamento, de topo de funil, para quem está começando. Entram de 500 a mil pessoas, dependendo do mês, só via disparo para a base que está parada.
  2. Evento presencial de R$ 15 mil. Na palestra, a oferta é para um evento presencial de dois dias.
  3. Mentoria de R$ 350 mil. No evento de dois dias, a oferta é de uma mentoria.

Os eventos são empilhados: a palestra acontece, por exemplo, numa quarta-feira, e o evento de dois dias começa no dia seguinte. Durante o dia inteiro, ele entrega o que prometeu sobre lançamento e gera desejo pelo método ensinado no evento seguinte. No final do dia vem a oferta: o evento é amanhã, a hora é agora. Ele conta que já viu gente chegar dois dias depois dizendo que veio para a palestra de R$ 47 e acabou comprando a mentoria de R$ 350 mil.

Leve para o presencial

A lição que ele tira é sair da caixa de vender só treinamento online. Ele diz que está mudando várias ofertas para ter algo presencial, e explica por quê: numa live, a pessoa não sabe se ele está ao vivo mesmo; daqui a pouco, com a IA avançando, não vai saber nem se foi ele que gravou. O ambiente presencial, estar num lugar diferente, muda tudo, e para ele é o melhor ambiente para uma oferta de valor mais alto.

Ele vê vários movimentos assim: levar o aluno para um evento presencial e lá fazer uma oferta de R$ 5 mil, R$ 6 mil, R$ 10 mil. Para ele, é dinheiro que está na mesa e que muitas vezes a gente não coleta. Todo mês, conta ele, também fazem um encontro de mentorados um dia antes do evento principal, e muita gente segue de um para o outro.

Pergunta da plateia: comercial, IA e lançamento gravado

Outra pessoa perguntou como saber se é hora de investir mais ou de corrigir erros, e como começar a montar um time comercial.

O comercial é o começo da venda

Para o Luiz, o comercial é o primórdio da venda. O que o deixa louco é ver alguém com um monte de lead dizendo que a lucratividade está baixa. Se você pegar o telefone e ligar para esses leads, que têm um problema que você resolve, faz muita venda.

Ele explica de onde vem isso: há oito anos, vendia carvão em Goiás. Por ter vindo de lá, diz que não desperdiça lead. Desde que começou a fazer lançamento, ouvia que não devia levar o público para o WhatsApp porque dava muito trabalho. Ele queria justamente o contrário: no WhatsApp ele conversa com a pessoa e consegue converter.

Ligação com gente, WhatsApp com IA

Na prática, ele recomenda ter pessoas para fazer ligação, que hoje é o que mais funciona. No WhatsApp, para ele, dá para ter uma IA muito bem feita fazendo o comercial, e dificilmente alguém faz melhor, porque a IA responde 24 horas, bem treinada, faz follow-up e não esquece. O que ele defende é a IA complementando o comercial.

Sobre o lançamento gravado, a resposta foi curta: é só começar a repetir. Quando você encontra uma história que dá retorno, repete essa história.

Pergunta da plateia: conteúdo, emoção e dados

A última pergunta veio de um especialista dividido: sempre acreditou em entregar muito conteúdo, mas ouviu que precisava fazer menos conteúdo e mais storytelling, e se enroscou. Ele também perguntou como usar os números do funil para saber se o lançamento está bem executado.

Conteúdo não atrapalha, falta de emoção sim

O Luiz diz que acredita muito em entregar conteúdo, e que também se assusta com lançamento que tem pouco. Para ele, conteúdo não atrapalha a venda; ajuda. O que não pode faltar é a parte emocional, porque, segundo ele, o ser humano compra por emoção.

O erro grave, nas palavras dele, é não fazer o estômago da pessoa embrulhar. Conteúdo, conteúdo, conteúdo é satisfatório: a pessoa aprende e fica feliz. Mas, para vender, é preciso tocar na dor. Ele dá exemplos de perguntas que fazem isso: qual é a sensação de ter um negócio em que um mês parece que você vai crescer e no outro parece que vai quebrar? De ver muita gente crescendo e você bater no teto sem romper?

O lançamento tem que ter muito disso: muita dor no estômago dos problemas que ele tem e muito desejo de onde ele quer chegar.

Luiz Filho

Para ele, vale para high ticket, low ticket ou qualquer produto: o pitch volta na emoção, faz a pessoa lembrar da parte da vida dela que não está funcionando.

Dado é repetição

Sobre os dados, a resposta dele é uma palavra: repetição. O que não entra na cabeça dele é fazer um lançamento diferente toda vez. Ele gosta de repetir o mesmo nome de evento, os mesmos anúncios, um roteiro parecido e até a live gravada igual.

Com isso vem a previsibilidade: se o lead está custando tanto, vai gerar tal retorno. Comparando uma rodada com a outra, você entende qual é a taxa de conversão da sua live e onde está errando. E, segundo ele, com IA isso ficou fácil: você joga os dados de dois lançamentos e pede a comparação. A IA aponta, por exemplo, que o problema foi a taxa de comparecimento, e aí você ajusta os avisos.

É por isso que ele não gosta de fazer a Black numa tacada única. Repetindo várias Blacks até novembro, você entende quantas pessoas entraram no grupo, quantas foram para a aula e quantas compraram. No exemplo dele: se numa rodada mil pessoas no grupo geraram R$ 100 mil, ele já sabe que, para fazer R$ 200 mil com a mesma aula gravada, precisa colocar 2 mil pessoas no grupo.

Por último: pressão de tempo

Antes de encerrar, o Luiz deixa um último ponto para a oferta de Black: pressão de tempo. A pessoa precisa agir rápido, por exemplo com bônus que valem só até hoje. "Enquanto durar a Black" não serve.

E isso não impede a lógica das várias Blacks: você pode abrir a janela, fechar, depois abrir de novo e fechar, e está tudo bem. O que tem que ter é a pressão de tempo.

Resumo da aula

  • A Black Friday é um lançamento que o mercado já faz por você: o consumidor chega em novembro pronto para comprar.
  • O melhor público é a base de clientes, que é quem mais confia em você. Crie uma oferta nova para ela, com valor percebido alto.
  • Faça um aulão com um tema novo para alunos atuais e ex-alunos, chamando cada um por WhatsApp, ligação e SMS.
  • Faça um segundo movimento, mais aberto, para quem conhece a sua oferta e não comprou, atraindo já pela oferta de Black.
  • Nada de mais do mesmo: use empilhamento de bônus, mentoria extra ou um evento presencial com taxa.
  • Faça várias Blacks até o fim de novembro, repetindo o mesmo evento a cada semana ou 15 dias para ganhar dados.
  • Tráfego, só para quem já te conhece e ligado à oferta. Conte com lead mais caro, teste com pouco e aumente aos poucos.
  • Use IA para conversar com cada lead e conduzir os mais quentes até a aula.
  • Mantenha o seu fluxo normal: a Black é um extra.
  • Coloque pressão de tempo na oferta.

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  • Os dados e os exemplos da aula, num infográfico
  • O passo a passo pra aplicar na sua Black
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Dúvidas

Perguntas frequentes

Por que o Luiz diz que a Black Friday é um lançamento que você não precisa lançar?

Porque o movimento já existe: o mercado inteiro faz a Black e o consumidor chega em novembro preparado e esperando para comprar. Segundo ele, quem coloca só uma faixa de Black no site vende um pouco a mais, e quem faz uma Black bem feita chega a vender o equivalente a um ou dois meses em dois ou três dias.

Qual é o melhor público para a Black, segundo o Luiz?

A base de clientes. Quem já comprou é quem mais confia no especialista. Com uma oferta nova para essa base, você vende quase sem investimento em tráfego. O segundo público é quem já conhece a sua oferta e ainda não comprou.

Vale fazer tráfego pago na Black?

Vale, mas só para atrair quem já te conhece e com o anúncio ligado diretamente a uma oferta de Black. O Luiz avisa que o lead fica bem mais caro (no exemplo dele, de R$ 2 para R$ 10) e recomenda começar com um teste pequeno, de R$ 2 mil a R$ 5 mil, antes de aumentar o investimento.

O que é fazer várias Blacks até o fim de novembro?

É repetir o mesmo movimento de Black a cada semana ou a cada 15 dias, em vez de apostar tudo num tiro único. Cada rodada gera dados: quantas pessoas entraram no grupo, quantas foram para a aula e quantas compraram. Com isso, você decide se repete igual ou se muda alguma variável.

Quanto converte o grupo de Black, segundo o Luiz?

Quando o anúncio atrai pelo desejo de compra de quem já te conhece, ele considera uns 5% de conversão no grupo, o que chama de conversão alta para uma captação gratuita.

Precisa ter pressão de tempo na oferta da Black?

Sim. Para o Luiz, a oferta da Black precisa de uma janela que faça a pessoa agir rápido, como bônus que valem só até hoje. Você pode abrir e fechar a janela e, depois, abrir de novo. O que não pode é deixar a oferta aberta sem prazo.

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